Sobre o autor

Nasci no cerrado. Por aqui há muito sol, poeira e céu azul, mas na noite de meu nascimento, chovia muito. Dizem que minha mãe foi levada às pressas para o hospital, porque eu não queria esperar. E às 23h45 do dia 7 de março de 1991, quando ela aguardava para ser levada à sala de parto, nasci no quarto comum. Às vezes, quando eu era criança e passava com alguém da família perto do velho hospital, ouvia: Está vendo aquela janela ali no canto? Foi naquele quarto que você nasceu, nem esperou ir para a sala de parto.

Hoje, penso que toda aquela pressa e toda aquela gana se metamorfoseou em outra coisa. Será que eu tinha pressa de chegar, de partir, de viver ou de escrever? Talvez tudo isso seja a mesma coisa. Escrever é partir para o desconhecido, porque, por mais que saibamos o que pretendemos com a escrita, há sempre a surpresa. Escrever também é chegar. Chegar à continuidade, à transformação. Escrever é viver. Uma escrevivência. A experiência que vivo enquanto escrevo é parecida com aquela que percebo quando me olho no espelho procurando por algo que não é meu reflexo.

A vontade de escrever me levou a me formar no curso de Letras – Português e Literatura, me levou a trabalhar em uma livraria e hoje me motiva a me graduar psicólogo. Sou um homem de 28 anos. Sou quieto. Sou mais da paz do que do conflito. Gosto de beber nos fins de semana enquanto assisto a videoclipes na TV. Gosto de filmes e livros fantasiosos e me apaixono por coisas misteriosas. Prefiro trabalhar com tempo de sobra e ainda estou aprendendo a agir sob pressão (mas está funcionando). Meus dias têm sido muito corridos por conta da graduação.

Me meti com atividades extracurriculares, projetos de extensão e pesquisas e, bem, isso tem valido muito a pena. A experiência com a Psicologia está sendo essencial para me impulsionar em direção a possibilidades.


Sobre o blog

Nada prometo.

© Jefferson Adriã Reis
Maira Gall